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terça-feira, 12 de julho de 2011

Saúde da mulher: 14 questões sobre absorventes higiênicos

Até meados dos anos de 1960, muitas mulheres utilizavam as chamadas "toalhas higiênicas", que eram lavadas para serem usadas novamente no próximo ciclo menstrual. Além de não ter praticidade, também não eram nada higiênicas, pois a reutilização levava ao acúmulo de bactérias. As mulheres contam hoje com absorventes higiênicos industrializados, internos ou externos, e com características que atendem à varias necessidades e exigências das consumidoras. São produtos que fazem parte da rotina da maior parte do público feminino, da puberdade até a menopausa. Diante desta realidade, vale a pena ficar atenta aos esclarecimentos dados pela ginecologista Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP - 87844), diretora do Centro de Endometriose São Paulo, que respondeu várias questões sobre o uso dos absorventes.

1 - A cobertura dos absorventes é segura para a saúde?
Sim, porque a maior parte dos absorventes é fabricada com matérias-primas especiais para este tipo de uso. O importante é prestar atenção para reações alérgicas, principalmente naqueles com cobertura que não são de algodão, pois podem prejudicar a ventilação e favorecer o aparecimento de infecções.

2 - Qual a diferença entre absorvente externo e interno?
Os absorventes externos são usados por fora do corpo, se aderem a calcinha e devem ser usados na presença de fluxo menstrual pequeno ou no final do ciclo menstrual das mulheres. Já o interno é inserido dentro da vagina para absorver o fluído antes de sair do corpo.

3 - Com que frequência é necessário trocar o absorvente externo e interno?
Idealmente a cada 2 até 4 horas. Mas, tudo dependerá da intensidade do fluxo menstrual de cada mulher e da necessidade pessoal. É importante lembrar que não é aconselhável ficar muitas horas sem trocá-lo, porque isto pode ocasionar um odor desagradável, alergias e proporcionar a proliferação de bactérias.

4 - É possível substituir o uso do absorvente externo pelo interno durante todo o ciclo?
É possível. Em geral, os absorventes internos não oferecem nenhum risco à saúde da mulher, desde que sejam usados de forma correta, ou seja, trocados em um período máximo de até 4 horas e que se mantenha os cuidados de higiene adequados.

5 - Todo mundo pode usar absorventes internos? Mesmo garotas virgens ou aquelas que acabaram de menstruar?
Todas mulheres podem usar, incluindo garotas virgens, por que não há nenhum risco de romper o hímen. Entretanto, a mulher pode sentir um pouco de desconforto na colocação deste tipo de absorvente.

6 - Absorventes internos podem provocar choque tóxico?
O choque tóxico pode acontecer diante de uma contaminação pela toxina da bactéria stafilococos aureus. Pode ser um infecção grave e em alguns casos, levar à morte. O uso correto do absorvente interno, com troca regular a cada 4 horas, ajuda a evitar este tipo de infecção.

7 - Existe absorvente ecológico?
É um absorvente interno na forma de uma tacinha que é lavável, após sua utilização. A questão é que o absorvente convencional de algodão, e que é desprezado depois do uso, tende a ser mais higiênico.

8 - Como saber se o absorvente interno foi bem colocado? Como fazer para retirá-lo? E se o barbante do tampão sumir, enquanto estiver em uso?
Se a mulher não tem nenhuma sensação de desconforto ao inseri-lo na vagina, é sinal de que foi bem colocado.Para retirá-lo basta puxar a cordinha ligada a ele. Agora, se o barbante sumir é necessário tirar o absorvente interno com o dedo. Caso tenha dificuldade procure um ginecologista.

9 - Quem tem candidíase pode usar absorvente interno?
Não há nenhum problema, porque o absorvente interno não piora a candidíase. Porém, o uso prolongado dele, além do permitido pode causar infecções bacterianas, como tricomoníase e vaginose bacteriana.

10 - É possível utilizar um absorvente interno durante a noite?
É possível, mas não aconselhável. Se a mulher quiser usá-lo, esse deve ser colocado na hora de dormir e retirado quando acordar. O que deve ser avaliado é a intensidade do fluxo e o conforto pessoal.

11 - Como descobrir o tamanho certo do tampão interno?
Em geral pela quantidade do fluxo menstrual. Caso o fluxo seja intenso, o ideal é usar o tamanho super. Caso contrário, usar os que possuem dimensões menores.

12 - Quais são as vantagens que eles apresentam em relação aos demais absorventes? E as desvantagens? Eles podem ser usados diariamente?
Eles podem ser usados diariamente durante o período menstrual. A grande vantagem é a mulher ter mais liberdade para frequentar ambientes, como praia e piscina, durante o período menstrual. A desvantagem é que devem ser trocados em um período, em geral,  mais curto que o absorvente externo.

13 - Mesmo quando bem colocado, há o risco do fluxo vazar ou a mulher pode se sentir segura usando o absorvente interno?
Há o risco de vazar se o fluxo menstrual for muito intenso. Por isso, existem tamanhos diferentes para atender a cada necessidade. Neste caso, deve-se trocar o absorvente em um período mais curto de tempo. Seguindo-se a orientação do tempo de troca e os cuidados necessários, a mulher pode se sentir segura.

14- Existe problema em usar absorventes diários, tipo protetores de calcinha, todos os dias?
É problemático sim, porque isso aumenta o calor na região vaginal e a umidade, o que favorece a ocorrência de infecções.


Perfil



Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP 87844) - A Dra. Rosa Maria Neme é graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1996) e doutorado em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo (2004). Realizou residência-médica também na Universidade de São Paulo (2000). Além de dirigir o Centro de Endometriose São Paulo, ela integra a equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein.
O Centro de Endometriose de São Paulo conta com serviços voltados à assistência global da saúde da mulher e valorização da beleza feminina. A iniciativa deste projeto pioneiro é da Dra. Rosa Maria Neme, que possui diversos trabalhos publicados sobre a endometriose e larga experiência no tratamento desta doença. Ela lidera uma equipe clínica formada por médicos e profissionais nas áreas de ginecologia, radiologia, cirurgia do aparelho digestivo, urologia, clínica geral, anestesia especializada no tratamento de dor, dermatologia, fisioterapia, nutrição e psicologia.

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