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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Partículas micronizadas garantem maquiagem sem risco de contaminação



Se Cleópatra visse como são feitas as bases de maquiagem agora, ela não acreditaria. Naquela época, ela usava argila no rosto com metais pesados na composição das maquiagens fortes dos faraós. Mais adiante na história, as mulheres japonesas usavam um pó espesso feito de arroz para deixar a tez ainda mais esbranquiçada. A partir de então, pintar o rosto se tornou uma febre. Mulheres do mundo todo tentaram colorir os olhos e a boca para ficarem mais bonitas. Mas a Igreja não pensava assim; acreditava que maquiagem incitava a luxúria. Com a Revolução Industrial e a chegada do cinema, então, tudo mudou. Daí para as cores das roupas combinando com a maquiagem dos estilistas foi um pulo. A indústria passou a apostar pesadamente neste mercado e a tecnologia disponibilizou fórmulas evoluídas, que tratam, cobrem e colorem a pele. Mas não com a uniformidade e cobertura necessárias.

A alta tecnologia nacional então possibilitou a criação de um produto que conseguiu dividir as nano partículas da cor e deu mais delicadeza aos pigmentos.  Antes, a tecnologia de cobertura do mercado cosmético significava a compra de óxido de ferro para fazer base em maquiagem, de diversas cores, separadas. Era o fabricante que triturava (e nem sempre do tamanho necessário e às vezes perdendo material) e misturava tudo. Com esta tecnologia exclusiva da ION, 100% nacional, agora é possível encontrar o bege claro, bege médio, bege intenso, caramelo e o café bronze, além dos pós Skin Color Powder e Skin Color Powder Iluminator, com muito mais praticidade. Com o Skin Color, o fabricante encontra tudo pronto num único blend, já pronto, com um grande diferencial.

A novidade é que no pó (pigmentos inorgânicos) agora, com o Skin Color, que está micronizado, ou seja, há uma grande redução da partícula, feita por moinho de ar comprimido (Air Jet Mills). Neste processo, é feita uma moagem ultrafina, que acontece devido ao choque entre as partículas do próprio produto que, recebendo a energia do ar comprimido, ganha a velocidade de até 500m/s. Desta forma, quanto mais reduzidas, maior a cobertura. Com as moléculas das cores e as da base, de tamanhos diferentes, são passadas num equipamento, para reduzi-los num mesmo tamanho, todos juntos e levemente esféricos, o que reduz a espessura, torna o filme mais fino e acetinado. Também é mais fácil de ser incorporado na água. O fabricante, antes, tinha que adquirir um maquinário próprio para desenvolver a base. Hoje não. Ele vai colocar seu produto num reator pequeno, aquecer e está pronto para ser envasado.

Processo limpo
Desde a época de Cleópatra, os metais pesados acompanham as maquiagens. Com o Skin Color não. Com a possibilidade de incorporação inclusive de filtro solar, o processo é limpo, simples e seguro, além de ser muito prático.  Desta forma, "as médias e pequenas empresas também podem ter bases competitivas comparáveis às melhores marcas do mercado, inclusive as melhores", informa Fabrício Almeida de Sousa, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da ION Tecnologias e Serviços. Sem o contato com outros elementos a não ser o moinho, não há risco de contaminação no material.

Sem risco de perda
Com a tradicional moagem, havia necessidade de uma célula especial por conta da liberação dos pós. Caso contrário, se perdia muito material. O repique também era um problema. Ou seja, para reproduzir uma mesma cor, era muito difícil manter a cor exata, além da parda natural.

Toque aveludado
Na hora de aplicar a maquiagem, a experiência pode demonstrar a diferença. Com uma textura totalmente aveludada e homogênea, "com apenas uma gota, dá para camuflar metade do rosto, com um poder de deslizamento maravilhoso", comemora o maquiador Marquinhos. Esta extensão de cobertura só é possível graças à micronização.

Maior precisão de cor
A cobertura é uniforme porque os pigmentos estão na mesma micragem (mesmo tamanho de partícula), "o que torna muito mais fácil a sua padronização em partículas tanto no processo de fabricação quanto no portfolio", conta Marli Moura, química industrial. Podem ser industrializados pó compacto, base líquida e o face stick, que é o bastão, a base corretiva.







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