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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

VEM, VIDA é a Primeira Empresa de Suplementos Alimentares para Pessoas com Idade de 60+


Startup é idealizada sob o conceito de promover a longevidade com saúde, a geração
de renda e a valorização social.
Produtos e embalagens foram desenvolvidos por especialistas do segmento especialmente para atender as necessidades do público sênior.
 
Sediada na Capital Paulista, a Vem, Vida chega ao mercado nacional de suplementos alimentares com um conceito de longevidade, relacionamento, impacto social e empoderamento para o público consumidor de idade 60+. Concebida para atender a demanda atual do segmento de saúde e bem-estar, relacionada ao processo de envelhecimento da população do País, a marca oferece produtos com alto desempenho e identidade visual diferenciada para atender as necessidades do público sênior.

Fundada com base nos pilares da longevidade com saúde, a geração de renda e a valorização social, a nova marca de suplementos pertence a um grupo de empreendedores brasileiros que possui experiência no setor. Esse grupo se juntou para criar uma nova maneira de comunicação e oportunidades para as pessoas com idade de 60+. O Brasil é o terceiro entre os países que envelhecem mais rápido do mundo, atrás apenas da China e da Tailândia. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2060, 26,7% da população serão de idosos, passando dos atuais 24 milhões de pessoas para 73 milhões. “Resolvemos elaborar uma linha de suplementos alimentares específica para pessoas com idade de 60+, com formulações que sejam capazes de auxiliar na manutenção da saúde, promovendo qualidade de vida e bem-estar. A expectativa de vida dos brasileiros aumentou. Uma pessoa de 60 anos pode ter mais 30 ou 40 anos de vida pela frente. Nossa missão é ajudar essas pessoas a viverem esse tempo de forma mais plena e ativa possível”, declara Filipe Jerônimo, sócio fundador e diretor de operações da Vem, Vida.

Outro grande diferencial da empresa está em promover novas oportunidades de trabalho por meio do programa de afiliados, pensado para que as pessoas com mais de 60 anos de idade possam ter uma nova fonte de renda. “Ao criar uma rede de afiliados com o perfil de pessoas 60+, nosso objetivo é gerar incremento de renda para que este púbico possa ter mais independência financeira e aproveite sua longevidade. Os afiliados 60+ receberão comissões ao vender qualquer um de nossos produtos. Cada afiliado, terá um link personalizado que poderá enviar para seus clientes comprarem os suplementos por meio das redes sociais ou até mesmo pelo WhatsApp. Qualquer venda feita a partir do link o afiliado será comissionado. Os afiliados poderão escolher receber suas comissões em dinheiro ou trocá-las por produtos ou cursos oferecidos pelos nossos parceiros. O nosso objetivo é que cada cliente possa ter 100% de satisfação somada a sua qualidade de vida, saúde e liberdade financeira. Além dos suplementos para pessoas 60+ queremos produzir e propagar uma nova atitude positiva em relação ao envelhecimento, um novo olhar para o potencial transformador de cada um”, explica Ude Lottfi, sócio fundador e diretor de marketing e relacionamentos da Vem, Vida.

O website da marca também se tornou um canal aberto de informações sobre saúde e qualidade de vida para o consumidor. “Toda a comunicação do site, com letras maiores, os conteúdos do blog e as informações, foram elaboradas para atender nosso público, pois acreditamos na força da longevidade. Estudamos com muita dedicação e carinho o que as pessoas com idade 60+ esperam da sua saúde física, mental e emocional e o que elas querem é viver melhor a vida. Então, a Vem, Vida é um chamado de transformação e mudança de estilo de vida para esta geração que merece nosso cuidado especial”, afirma o empreendedor.

Produtos Funcionais – Os suplementos foram elaborados com nutrientes essenciais para a saúde e o bom funcionamento do organismo, pensando na saúde do coração, do corpo e da mente, para um cuidado completo das pessoas 60+. Neste contexto, a Vem, Vida realizou várias pesquisas e consultorias com especialistas do segmento pessoas 60+, nas áreas de tecnologia, mercado, nutrição e design de embalagens. “O público 60+ precisa de um carinho especial, pois as mudanças fisiológicas naturais do envelhecimento interferem no apetite, consumo e absorção de nutrientes. Procuramos elaborar uma embalagem que possui contraste de cores para o consumidor não confundir seu suplemento. O tamanho da fonte é maior, o que torna visível as identificações de SAC e recomendação de uso. O formato da tampa escolhido foi o flip-top, que pode ser aberta ao ser pressionada ou puxada, sem a necessidade de rosqueá-la ao abrir ou fechar, esta facilidade para as pessoas 60+ é bem importante”, aponta Léo Wehbi, sócio fundador e diretor de marketing e P&D, da Vem, Vida.

Ter uma praticidade ao ingerir os suplementos também foi uma das prioridades no processo de criação e desenvolvimento dos produtos. Ao invés de cápsula dura, os suplementos da Vem, Vida foram elaborados em softgel, que por serem moles, facilitam a ingestão e possui a ausência de sabor e odor. “Conseguimos diminuir o tamanho do softgel em dois produtos, no Antioxidade e no Ômega 3, sem comprometer a concentração dos nutrientes. Nosso Ômega 3 tem o softgel 40% menor do que os convencionais, encontrados no mercado nacional. Concebemos cada produto com uma cor de softgel diferente, combinando com a cor da tampa da embalagem, para não confundir as pessoas 60+ na hora de tomarem seus suplementos. As cores e formatos diferentes facilitam o seu o dia a dia”, completa Léo.

Os produtos são comercializados diretamente na loja online da Vem, Vida https://loja.vemvida.com.br/ e entregues em todo o território nacional.

Sobre a Vem, Vida - Criada em janeiro de 2018, pelos empreendedores Filipe Jeronimo (sócio fundador e diretor de operações), Léo Wehbi (sócio fundador e diretor de marketing e P&D) e Ude Lottfi (sócio fundador e diretor de marketing e relacionamentos), a Vem, Vida é primeira linha de produtos da categoria que nasceu para dialogar com as pessoas de 60+. Tem o objetivo de oferecer suplementos alimentares que possam ter um impacto positivo na saúde e qualidade de vida das pessoas 60+. Com a missão de proporcionar mais longevidade e incentivar uma atitude saudável, a razão de ser da empresa é pautada em três pilares: a longevidade com saúde, a geração de renda e a valorização social. www.vemvida.com.br

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Suplementos para atletas - Krom Suplementos

Quem pratica atividade física sabe como é difícil transformar gordura em massa magra e para nos ajudar nesta tarefa podemos contar com os suplementos.


A utilização de suplementos é ideal para a melhora da performance principalmente para atletas profissionais, mas podem ser usados por pessoas que fazem musculação, corrida e atividades de força como levantamento de peso e etc.

Faço musculação e pilates, mas no momento estou focando muito no aeróbico pois preciso perder peso e tenho feito uso do BCAA e da Creatina Monohidratada que me ajudam a ganhar massa magra.

 BCAA - Suplemento de aminoácido de cadeia ramificada: leucina, isoleucina e valina - Tecnologia Japonesa.
O BCAA compõe um terço da estrutura do tecido muscular, portanto participa do metabolismo de massa magra.
Modo de usar: 4 cápsulas ao dia ou conforme orientação médica.
Compre através do site aqui.

 Creatina - Suplemento de Creatina Monohidratada - Matéria Prima Importada Alemã - Creapure.
Auxilia no aumento da produção de energia muscular, na melhora de rendimento e aumento da potência muscular.
Modo de usar: de 2 a 6 cápsulas antes ou após o treino ou conforme orientação médica.
Compre através do site aqui.

Já senti a melhora na performance nas primeiras semanas que tomei os suplementos, estou tomando 4 cápsulas de cada um antes das atividades. Me sinto mais disposta e não tive fadiga muscular que ocorria frequentemente antes do uso dos suplementos. Recebi os produtos da Assessoria de Imprensa da marca.

Você pode comprar estes e outros suplemtos da KROM Suplementos pelo site

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Magnésio: entenda porque você deve reforçar sua alimentação com este mineral



Apesar de ser essencial para diversas funções do organismo, deficiência do nutriente é mais comum do que se imagina

A busca por uma vida mais longa e com mais qualidade passa obrigatoriamente pela mesa: através de um cardápio balanceado conseguimos obter todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. Porém, ironicamente, o estilo de vida atual muitas vezes atrapalha a adoção de uma dieta equilibrada, fazendo com que algumas dessas substâncias sejam ofertadas em menor quantidade. Ainda que todos os nutrientes sejam importantes, alguns em especial podem causar forte impacto sob a saúde quando encontram-se abaixo do nível ideal no organismo: este é o caso do magnésio, mineral pouco conhecido, porém essencial para inúmeras funções orgânicas. Responsável, entre outras coisas, pela regulação do cálcio, produção de energia e o equilíbrio das funções celulares, sua deficiência pode desencadear sintomas que vão desde cãibras até hipertensão, má circulação e problemas cardíacos. Para atingir o aporte ideal deste nutriente é essencial reforçar o cardápio com alimentos ricos neste mineral e, em alguns casos, apostar na suplementação, uma vez que sua absorção é impactada por diversos fatores.

O maestro dos minerais

Figurando entre os quatro sais minerais mais importantes para a saúde humana, o magnésio é considerado o maestro dos minerais por ser cofator na reação de mais de 300 enzimas, ou seja, é indispensável em diversos processos do organismo. De ampla atuação, uma das principais funções deste nutriente é gerar o ATP – molécula básica da produção de energia, logo, sua presença é fundamental para o vigor. Também está relacionado ao bom funcionamento dos nervos e dos músculos, desempenhando papel relevante sob a contração e relaxamento muscular. Associado até mesmo à saúde cardiovascular, estudos apontam que este mineral seria capaz de regular o ritmo cardíaco e atuar como fator de prevenção de diversos males.

Além disso, sua oferta é essencial para o equilíbrio nutricional – de acordo com a nutricionista Sinara Menezes: “Além de melhorar a absorção da vitamina D, o magnésio auxilia na regulação do cálcio no organismo e sua devida fixação nos ossos” – logo, conforme explica a profissional da Nature Center, este nutriente também é essencial para quem busca fortalecer a saúde óssea, sendo que sua presença é essencial até mesmo para formação dos dentes. Justamente por isso, dores e cãibras são alguns dos sinais que podem indicar a carência de magnésio. Contudo, sua deficiência pode ser muito mais impactante e gerar complicações mais sérias, resultantes do desequilíbrio das funções dependentes do magnésio.

Sinais e consequências da deficiência de magnésio

Alguns sinais podem servir de alerta para a má absorção ou ingestão insuficiente deste mineral: a princípio, com a oferta de energia impactada, o indivíduo pode apresentar fraqueza aguda, cãibras, dores e espasmos musculares – problemas que também ocorrer em virtude do desequilíbrio na absorção do cálcio.

Por exercer uma importante função no sistema nervoso, a falta deste mineral também pode desencadear uma serie de sintomas psicológicos que muitas vezes podem passar desapercebidos como cansaço, ansiedade, hiperatividade e insônia. Em casos mais severos, esse quadro pode evoluir para confusão mental, depressão, e até mesmo convulsões. Contudo, um dos fatores mais relevantes e que tem colocado o magnésio no foco de diversas pesquisas é sua influência sob a saúde do sistema cardiovascular – a falta do mineral está relacionada à problemas de arritmia, palpitações, anomalias no ritmo cardíaco e aumento da pressão arterial.

Ainda assim, identificar o problema não é uma tarefa simples, até mesmo exames laboratoriais não são tão precisos quanto a disponibilidade deste mineral no organismo. Como boa parte dele se concentra nos órgãos e ossos, restando uma parcela mínima circulante na corrente sanguínea, detectar a carência de magnésio depende de fatores que vão muito além do simples reconhecimento dos sintomas. Justamente por isso, diante de qualquer suspeita, é fundamental consultar um médico afim de se obter uma análise de todo o estado nutricional. Em suma, este nutriente é de importância inquestionável e merece atenção especial na alimentação diária pois essa é a melhor forma de garantir seu aporte adequado.

O quanto precisamos?

Dentro de uma dieta equilibrada, a necessidade de magnésio é, em média, de 320mg/dia para homens e 230mg/dia para mulheres. De acordo com Sinara, a melhor forma de conseguir este aporte é investir em alimentos ricos em magnésio, em especial vegetais folhosos escuros, sementes, oleaginosas e cereais integrais.

Alimentos ricos em magnésio

Vegetais: Espinafre, brócolis, berinjela, coentro e cebolinha são vegetais que podem incrementar uma dieta rica em magnésio. “Os vegetais folhosos e hortaliças de coloração verde escura são, em geral, ótimas fontes do mineral. ”
Sementes e oleaginosas: castanha do Pará, amêndoas e sementes em geral “A semente de girassol é riquíssima em magnésio, uma porção de 100 gramas, possui aproximadamente 325mg do nutriente” – porém, isso não significa que se deva ingerir uma alta quantidade de oleaginosas, a nutricionista alerta que esses alimentos possuem alto valor calórico, portanto devem ser consumidos com moderação.
Cereais e grãos integrais: Grão de bico, linhaça, chia, aveia e o clássico feijão com arroz são boas fontes do nutriente, especialmente suas versões integrais. “Este prato, além de tradicional, é muito saudável: 100 gramas de feijão carioca contêm cerca de 176 mg de magnésio, enquanto o arroz integral concentra cerca de 43mg do nutriente. ”
Frutas: Banana, abacate, coco (inclusive sua água) e até mesmo o cacau são boas fontes do mineral. Isso significa que é possível aumentar a oferta de magnésio através de um saboroso chocolate? Sim, contudo “assim como no caso das oleaginosas, é preciso cautela no consumo para não levar ao ganho de peso, o recomendável é consumir ocasionalmente e não ultrapassar as 30gr, dando preferência as versões com alta concentração de cacau. ”

Além disso, existem outros fatores que podem impactar a disponibilidade do magnésio no organismo. Dentre eles, o consumo de alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados, pode afetar a oferta de magnésio, pois a absorção de ambos minerais compete entre si no organismo. “É preciso avaliar a questão nutricional como um todo, especialmente em relação as vitaminas D3, K2 e o próprio cálcio – estes nutrientes, em especial, causam influência sob a absorção do magnésio podendo prejudicar ou facilitar esse processo. ” Além disso, é importante observar o próprio estilo de vida do indivíduo, pois hábitos do dia-a-dia também influenciam na disponibilidade do nutriente.

É preciso suplementar?

Ainda que seja um dos elementos mais abundantes na composição terrestre, estudos apontam que sua carência é cada vez mais comum devido aos hábitos da vida moderna. Além do alto consumo de industrializados e baixa oferta de alimentos in natura no cardápio do dia a dia, outras questões interferem na oferta de magnésio: sua concentração no solo, na água e, consequentemente, nos alimentos, depende de características geológicas que variam de acordo com a região – no Brasil, a oferta natural deste mineral é inferior à de países com formações vulcânicas como Japão, por exemplo. Essa biodisponibilidade está associada, até mesmo, a longevidade de determinadas populações.

Porém, dentre os fatores que estão sob o nosso controle, a inclusão de magnésio na alimentação diária merece atenção redobrada: “Uma dieta desequilibrada, com alto consumo de alimentos ricos em cálcio, ou proteínas, por exemplo, pode reduzir a capacidade do organismo em utilizar o magnésio. ” – Explica a nutricionista. Além disso, o abuso de bebidas alcoólicas, diuréticos e atividades físicas intensas também podem diminuir a disponibilidade do nutriente, uma vez uma vez que o corpo elimina este mineral através do suor e da urina. Outros fatores como o stress, o uso prolongado de determinados medicamentos e até mesmo o envelhecimento tornam o organismo menos eficaz na tarefa de assimilar este nutriente.

Logo, a suplementação é necessária? De acordo com a Sinara, a suplementação não é via de regra para todos, pois a oferta nutricional do magnésio é muito complexa. Porém, em alguns casos, a suplementação pode ser vantajosa devido ao estilo de vida ou a dificuldade de absorção do nutriente através da dieta tradicional. Devido a biodisponibilidade e até mesmo os hábitos da vida moderna, a comercialização de suplementos como o magnésio dimalato e o óxido de magnésio se tornou muito popular – a diferença básica entre ambos é que o dimalato é uma fonte sintética enriquecida com ácido málico e possui efeitos benéficos sob o cansaço crônico e a fibromialgia, enquanto o óxido é obtido através de extratos naturais, porém ambos são boas alternativas para suprir a necessidade do mineral.

Contudo, é altamente recomendável que pessoas saudáveis busquem esse aporte através de uma dieta composta de alimentos ricos em magnésio e, caso tenham dificuldade em suprir essa necessidade através da alimentação, recorram à um profissional antes de fazer uso deliberado de qualquer suplemento. Ainda que benéfica e utilizada em muitos tratamentos, a suplementação requer orientação profissional, o balanço nutricional deve ser analisado como um todo. Dessa forma é possível aproveitar ao máximo os benefícios desse importante mineral e ganhar, de fato, mais qualidade de vida.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Musculação e dieta vegetariana: é possível obter bons resultados sem o consumo de carne?



Dieta equilibrada é essencial para garantir o consumo de proteínas necessárias para o ganho de massa magra

Conquistar um corpo definido e tônus muscular estão entre os principais desejos dos praticantes de musculação – a atividade é, indiscutivelmente, a mais recomendada para o ganho de massa magra. Porém, também é de conhecimento geral que investir na malhação não é a única regra para aqueles que desejam conquistar a boa forma: os praticantes dessa atividade sabem que seguir uma alimentação balanceada e rica em proteínas, especialmente as de origem animal, é tão importante quanto suar na academia. A relação dieta x exercícios é fundamental tanto para o desempenho quanto para os resultados – fator que pode gerar muitas dúvidas nos adeptos ao vegetarianismo. Por restringir de forma total ou parcial o consumo de alimentos de origem animal, a vertente alimentar pode parecer pouco favorável àqueles que desejam desenvolver músculos. Contudo, tal crença não passa de mito: quando bem orientada, a dieta com restrição ao consumo de carne pode ser tão nutritiva quanto a onívora e propiciar o aporte proteico necessário para o ganho de massa magra, desde que alguns cuidados sejam tomados.

Diferentes vertentes

A motivação para adoção de uma dieta vegetariana pode ser fundada em questões variadas, desde crenças filosóficas ao simples desejo de adotar um estilo de vida mais saudável. Justamente por envolver questões complexas que, em alguns casos, vão além da questão alimentar, existem diversas vertentes que podem ser mais ou menos restritivas quanto ao consumo e utilização de produtos de origem animal.

Vegetarianos x Veganos

Dentre as vertentes mais comuns podemos citar os vegetarianos estritos, que assim como os veganos, não consomem qualquer alimento de origem animal, incluindo carnes, ovos, derivados do leite, mel, e até mesmo gelatina. A diferença substancial entre eles é que para os veganos essa preocupação não se limita somente à dieta: seus adeptos também evitam produtos cosméticos, de vestuário ou qualquer outro item que tenha origem ou que envolva a exploração animal em sua fabricação. Contudo, do ponto de vista nutricional, a dieta seguida por essas duas categorias é similar, baseando-se exclusivamente no consumo de alimentos de origem vegetal.

Vegetarianismo flexível

Existem também aqueles que simplesmente desejam diminuir ou eliminar a ingestão de alimentos de origem animal, fazendo parte das linhas mais flexíveis do vegetarianismo. Neste âmbito, as mais populares são os Ovolacto-vegetarianos – que restringem o consumo de carne mas ingerem ovos, leite e derivados; os Ovo-vegatarianos – que limitam sua dieta ao consumo de vegetais, mas também fazem uso de ovos; e os Lacto-vegetarianos – que não consomem ovos, mas podem ingerir leite e derivados. Outras vertentes podem aderir, até mesmo, o consumo de carnes brancas ou somente a carne de peixe, por exemplo. Porém, nestes casos, a disponibilidade de alimentos ricos em proteínas não difere muito de uma dieta onívora.

Aminoácidos x dieta vegetariana

Deixando de lado as questões filosóficas e atentando para o ponto de vista nutricional, as dietas que excluem o consumo de carnes como a vegetariana estrita, a vegana, a ovolacto-vegetariana e suas variações são as que mais geram questionamentos quanto a sua eficácia no ganho de massa magra, uma vez que existe o consenso de que estes alimentos são substanciais para a oferta de nutrientes construtores dos músculos.

De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, isso ocorre porque ainda que existam vegetais ricos em proteínas, a disponibilidade desse nutriente no organismo varia conforme sua fonte: “Proteínas de origem animal como o frango e a própria carne vermelha são consideradas de alto valor biológico pois fornecem ao corpo aminoácidos essenciais em quantidades adequadas. Os aminoácidos essenciais são, por sua vez, partes estruturais das proteínas que não são fabricados pelo corpo e precisam ser obtidos através da dieta – esses micronutrientes são indispensáveis na construção de tecidos como unha, pele, cabelos e, inclusive, dos músculos. ” O grande problema é que, em comparação com esses alimentos, as fontes vegetais possuem valor biológico inferior.

Contudo, isso não significa que é impossível ter uma boa oferta de micronutrientes essenciais para a hipertrofia – é viável tanto ter uma dieta perfeitamente saudável quanto nutritiva. A única diferença é que o praticante de musculação adepto ao vegetarianismo deverá redobrar a atenção com as escolhas do cardápio e apostar nas combinações proteicas para garantir o ganho de massa muscular.

Combinações poderosas

A necessidade de uma dieta equilibrada é tão fundamental para o vegetariano quanto para o indivíduo que consome carne, porém, de acordo com a nutricionista, aqueles que não desejam ingerir qualquer tipo de proteína animal devem recorrer à um cardápio diversificado, combinando em uma mesma refeição ou ao longo do dia, diferentes tipos de proteínas vegetais, afim de complementar a oferta de determinados micronutrientes.

De acordo com a profissional da Nature Center, um bom exemplo é o tradicional arroz com feijão: “O arroz é rico num aminoácido chamado metionina e pobre em lisina, enquanto com o feijão ocorre exatamente o contrário – ele possui alta concentração de lisina e baixa metionina. Ambos aminoácidos são essenciais, ou seja, não são produzidos pelo corpo e estão ligados à recuperação muscular e a fabricação de tecidos. Logo, é uma excelente alternativa para a dieta vegetariana pois equilibra o aporte desses micronutrientes e enriquece a oferta proteica. ”

Para dar mais variedade ao cardápio, pode-se alternar essa preparação combinando alimentos como a soja, o grão de bico e a ervilha – todos ricos em proteínas. “A quinua é boa alternativa para o arroz, além de uma excelente fonte de proteínas, o cereal é rico em ácidos graxos como o Ômega 3 e 6 e possui uma boa concentração de carboidratos que vão dar energia para a prática esportiva. ” Também é possível recorrer as oleaginosas, grãos e sementes, utilizando-os em saladas ou nos lanches.

Pontos fortes e fracos

Do ponto de vista nutricional, a dieta vegetariana pode oferecer vantagens e desvantagens aos praticantes de atividades físicas como a musculação. É importante lembrar que qualquer dieta adotada de forma deliberada, sem a devida orientação médica pode oferecer riscos à saúde. Portanto, conhecer essas características é fundamental para que apostar no que há de melhor neste perfil alimentar e também para que se recorra a alternativas que evitem o desequilíbrio de nutrientes.

Vantagens:

Menos gordura: Quando existe a orientação médica e segue-se uma dieta equilibrada, o vegetarianismo colabora para redução do colesterol por haver uma menor ingestão de gordura saturada, presente em abundância nas carnes. Logo, com a prática de exercícios, a tendência é de uma diminuição do índice de gordura corporal e maior definição – novamente: quando a dieta é balanceada e a rotina de exercícios executada adequadamente.
Alimentação saudável: Em geral, pessoas que procuram reduzir ou excluir a ingestão de carne de suas dietas despertam também um maior interesse pela qualidade da alimentação e passam a investir em alimentos saudáveis. Quando isso ocorre, existe um maior consumo de frutas, legumes, cereais integrais e outros alimentos que aumentam o aporte de vitaminas e minerais.
Mais fibras e antioxidantes: Vegetais são ricos em fibras, que propiciam a digestão, a saciedade e a perda de peso. Da mesma forma, boa parte desses alimentos são ricos em antioxidantes, substâncias capazes de prevenir a ação dos radicais livres que causam o envelhecimento precoce das células e estão relacionados ao surgimento de várias doenças.

Desvantagens:

Risco do ganho de peso: Ainda que muitas pessoas associem a perda de peso à dieta vegetariana é preciso um alerta: se não houver um controle qualificado do consumo de carboidratos, existe o risco de engordar tanto quanto em uma dieta convencional. Com a ausência da carne no cardápio é preciso redobrar a atenção para não exagerar no consumo dos carboidratos, especialmente os refinados. É importante evitar opções pouco saudáveis como batatas fritas, massas brancas e alimentos ricos em açúcar. 
A polêmica B12: Igualmente, em uma dieta mal orientada, pode haver um risco maior da deficiência de alguns nutrientes. Vegetarianos, em especial, precisam de maior atenção quanto ao aporte de vitamina B12, pois este nutriente é encontrado (de forma ativa) exclusivamente em alimentos de origem animal. A deficiência dessa vitamina também conhecida como cobalamina, pode causar sintomas como exaustão, tonturas, cansaço e até mesmo confusão mental. Por estar ligada à produção de glóbulos vermelhos, sua deficiência severa pode causar o comprometimento da oferta de energia e levar à anemia.
Deficiências nutricionais específicas: Outra questão relevante é a baixa oferta de determinados sais minerais como o cálcio e o ferro – cujas fontes mais ricas são alimentos de origem animal. Como estes nutrientes são essenciais e desempenham diversas funções primordiais no organismo, é preciso atentar para a oferta desse nutriente na dieta vegetariana afim de evitar possíveis deficiências que prejudiquem a saúde.

É preciso suplementar?

De acordo com Sinara, a suplementação não é via de regra para todo vegetariano – tudo depende da qualidade da sua alimentação. O fundamental é que haja o acompanhamento profissional para que se avalie o perfil nutricional individual do praticante de musculação. “Do ponto de vista proteico, aqueles que seguem uma dieta na qual é permitido consumir ovos e/ou leite, atingir o aporte proteico adequado não é um problema pois esses alimentos possuem uma concentração de proteínas tão qualificada quanto à das carnes. Nesses casos é possível, inclusive, fazer uso de suplementos à base da proteína do soro de leite ou da clara do ovo, quando necessário. ”

Para os vegetarianos estritos ou veganos, o adequado é apostar nas combinações proteicas e recorrer, quando necessário e sob orientação médica, à suplementação especializada à base de proteínas isoladas de origem vegetal, como a soja ou o arroz, por exemplo. “No geral, a dieta vegetariana bem orientada é capaz de suprir todas as necessidades proteicas de um indivíduo normal. Somente em alguns casos, quando a necessidade de proteínas é maior devido ao perfil do atleta, recomenda-se a suplementação. ” – explica.

Quanto às possíveis deficiências nutricionais, a profissional alerta que nunca é recomendável fazer uso de qualquer produto deliberadamente “Até mesmo no caso da suplementação de B12 é preciso analisar o perfil individual. Essas necessidades não são particularidades do vegetariano, em muitos o uso de suplementação ou multivitamínicos é recomendado inclusive a pessoas que comem carne. Portanto, uma possível carência não se resume apenas ao não consumo de proteínas animais. ”

Em geral, a melhor aposta é reforçar a alimentação de forma qualitativa afim de suprir a carência nutricional de algumas proteínas vegetais: “o aporte adequado de cálcio, por exemplo, é perfeitamente possível através da ingestão de vegetais escuros como brócolis, quiabo e couve. Quanto ao ferro, é interessante, além da ingestão de alimentos ricos neste sal mineral como a couve, o feijão, e o aspargo, incluir alimentos ricos em vitamina C na dieta – eles otimizam a absorção do nutriente pelo organismo. ” E claro, seguir orientação profissional sempre que mudanças drásticas forem feitas na dieta, dessa forma é possível garantir o ganho de massa mesmo sem a ingestão de carnes, com um cardápio nutritivo e bem balanceado.


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